quarta-feira, 28 de março de 2012

Atenção!

CAMPANHA DE DOAÇÃO DE SANGUE NA UFPI DE PARNAIBA-PI
O Hemocentro Regional de Parnaíba vai realizar nos dias 29 e 30 de março no Campus ministro Reis Veloso, da Universidade Federal do Piauí, mais uma campanha para coleta de sangue e cadastro de medula óssea.

A campanha é idealizada pela assistente social da Ufpi, Luciana, e acontece sempre no início do período letivo, como forma de receber os novos alunos e trabalhar a solidariedade entre os universitários.

A coordenadora do Hemocentro Regional de Parnaíba, Allane Samara, afirmou que o a campanha está em sua 3ª edição e um dos objetivos é melhorar o desempenho do Hemocentro em relação ao número de doações. A coordenadora acrescenta que na última campanha realizada na Ufpi, foram coletadas cerca de 100 bolsas por dia, e a meta é superar este número de doações.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 68 anos, ter dormido bem a noite anterior à doação, pesar a partir de 50 quilos, estar saudável, alimentado e apresentar documento original com foto. Os menores de idade devem apresentar um termo de consentimento (que pode ser impresso do site www.hemopi.pi.gov.br assinado pelo responsável legal.

A doação de sangue é simples e segura, todo o processo é acompanhado por profissionais qualificados. Após a doação, é importante ingerir bastante líquido, não fazer esforços exagerados e não praticar esportes de risco.

A doação é voluntária e ajuda salvar vidas, contribuindo para o Hemopi atender a demanda de transfusão de sangue em todo o Piauí. O sangue doado por uma pessoa ajuda a salvar até quatro vidas e é restituído rapidamente no corpo do doador.



Diabetes Mellitus e Degeneração Gordurosa

De acordo com Drauzio Varella, Diabetes Mellitus é uma doença do metabolismo da glicose causada pela falta ou má absorção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e cuja função é quebrar as moléculas de glicose para transformá-las em energia a fim de que seja aproveitada por todas as células. A ausência total ou parcial desse hormônio interfere não só na queima do açúcar como na sua transformação em outras substâncias (proteínas, músculos e gordura).
Na verdade, não se trata de uma doença única, mas de um conjunto de doenças com uma característica em comum: aumento da concentração de glicose no sangue provocado por duas diferentes situações:
-Diabetes tipo I – o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. A instalação da doença ocorre mais na infância e adolescência e é insulinodependente, isto é, exige a aplicação de injeções diárias de insulina; 
-Diabetes tipo II – as células são resistentes à ação da insulina. A incidência da doença que pode não ser insulinodependente, em geral, acomete as pessoas depois dos 40 anos de idade;
-Diabetes gestacional – ocorre durante a gravidez e, na maior parte dos casos, é provocado pelo aumento excessivo de peso da mãe;
-Diabetes associados a outras patologias como as pancreatites alcoólicas, uso de certos medicamentos, etc.
Sintomas
-Poliúria – a pessoa urina demais e, como isso a desidrata, sente muita sede (polidpsia);
-Aumento do apetite;
-Alterações visuais;
-Impotência sexual;
-Infecções fúngicas na pele e nas unhas;
-Feridas, especialmente nos membros inferiores, que demoram a cicatrizar;
-Neuropatias diabéticas provocada pelo comprometimento das terminações nervosas;
-Distúrbios cardíacos e renais.
Fatores de risco
-Obesidade (inclusive a obesidade infantil);
-Hereditariedade;
-Falta de atividade física regular;
-Hipertensão;
-Níveis altos de colesterol e triglicérides;
-Medicamentos, como os à base de cortisona;
-Idade acima dos 40 anos (para o diabetes tipo II);
-Estresse emocional.
Como podemos observar acima, um das principais causas de Diabetes é niveis altos de colesterol e triglicérides, e ao observar postagens anteriores aprendemos que degeneração gordurosa é a infiltração de gordura no interior do parênquima celular e que na degeneração gordurosa, o lipídio predominante é o triglicerídio, sendo que ocorre mais no fígado,chamada de esteatose hepática, onde é o mecanismo através pelo qual a gordura se infiltra nas células do fígado, onde envolve a resistência à ação da insulina, sendo que esta última está associada ao aparecimento do diabetes mellitus tipo 2. Consequentemente, existe um elo entre o diabetes mellitus tipo 2 e a degeneração gordurosa no fígado, e ainda a obesidade.

terça-feira, 27 de março de 2012

Desnutrição protéica e Degeneração Gordurosa

A desnutrição protéica é um exemplo de uma causa que leva a degeneração gordurosa, a gordura é de característica apolar, mas o sangue é polar. Pela lei química apolar dissolve apolar e polar dissolve polar, assim apolar não se mistura com polar, isso seria um grande problema para a fisiologia do organismo, caso não existissem as lipoproteínas. Na engenharia do nosso corpo esse problema foi calculado, assim pessoas com saúde produzem estas lipoproteínas no fígado, que variam de acordo com a densidade, desde os quilomícrons até moléculas LDL(baixa densidade proteica) e HDL(alta densidade proteica), funcionam como transportadores da gordura pelo sangue, possuindo uma parte polar sendo a parte proteica que permite interação com o sangue, permitindo certa solubilidade e outra parte apolar para carregar o lipídio. Para o fígado fabricar essas lipoproteínas é preciso que a pessoa se alimente de proteínas, caso ocorra desnutrição protéica grave o organismo não produz as lipoproteínas como deveria, logo neste caso as gorduras tendem a se acumular nas células hepáticas do fígado(hepatócitos), pois a gordura vinda da alimentação passar pelo fígado para que ele empacote nas lipoproteínas e de lá vão os lipídios para todo o corpo, o fígado então fica gorduroso isso se chama esteatose hepática.


Anóxia e Degeneração

Existe um tipo de degeneração,que é a degeneração hidrópica, onde ocorre em função do comprometimento da regulação do volume celular, que é centrado no controle das concentrações de sódio e potássio no citoplasma. É sabido que a pressão osmótica é maior dentro da célula do que fora, era de se esperar que a água fluísse de fora para dentro da célula para estabelecer um equilíbrio isosmotico. Isto não acontece porque a membrana celular, que é imperfeita neste controle, possui bomba de sódio e potássio, que funcionando com gasto de ATP, faz a extrusão do sódio para fora da célula.
Portanto, todos os processos agressivos que reduzem a atividade da membrana plasmática, da bomba de sódio e potássio e da produção de ATP da célula, levam a retenção de sódio no citoplasma, deixando escapar potássio e com isto há aumento de água citoplasmática para manter as condições isosmoticos e assim ocorre o inchaço da célula.

Acausa mais comum da degeneração hidrópica é a anoxia (hipoxia). A falta de oxigênio altera a respiracao levando a queda de ATP. Todos os processo que requerem ATP como bomba de sódio e potássio, são alterados. A condição de hipoxia é comum em estados de choque. Enfim, todos os processos que interfiram na fosforilacao oxidativa que produzira ATP – seja por carência de oxigênio, falta de substrato (glicose), destruicao da enzima ATPase, estados infeccioso e vários tóxicos, podem produzir degeneração hidrópica.
Condições que agridem a membrana celular como vírus, o cálcio, substancias químicas podem lesar diretamente a membrana plasamtica e levar ao edema celular.
Nos estados de vômitos constantes e diarréia há perda acentuada de vários eletrólitos, incluindo o potássio. Nestas condições, ocorre vacuolização aquosa no citoplasma das células tubulares do rim. O provável mecanismo deste edema é que exista uma alteração na bomba de sódio e potássio pela perda de potássio intracelular, alterando a permeabilidade da membrana.



Fonte:http://www.fop.unicamp.br/ddo/patologia/downloads/db301_un1_Les-Morte-Cel.pdf

Obesidade e Degeneração Gordurosa

Dados da Vigilância de Fatores de Risco à Saúde do Governo Federal, com destaque nos mais importantes veículos de comunicação do País, mostram que 43% dos brasileiros têm excesso de peso e, destes, 11,4% são obesos. Muito se fala das doenças que a obesidade pode causar, mas uma delas, é quase sempre esquecida: a esteatose ou doença gordurosa do fígado.
O fígado é um órgão que sofre calado. Quando mal tratado pela ingestão abusiva de alimentos gordurosos pode ser acometido por essa doença que aumenta assustadoramente em todo o mundo, inclusive no Brasil, e já é considerada um problema de saúde pública.
Estamos em uma boa época para advertir a população em geral sobre os males da obesidade. Com a proximidade da Páscoa, aumenta o consumo de chocolate em todas as faixas etárias e em diferentes camadas sociais da população. Em excesso, é um dos fatores que leva ao sobrepeso e, consequentemente, poderá levar o indivíduo, em alguns casos, a desenvolver a esteato-hepatite. Sabe-se que a esteato-hepatite acomete crianças acima dos 10 anos de idade, como também adultos situados na faixa etária entre 20 e 60 anos. O sexo feminino é o mais comprometido (60 a 80%) e mulheres diabéticas com idade superior a 50 anos teriam um maior risco de desenvolver a doença. 
"Acredita-se que exista uma relação direta entre o aparecimento da esteatose e a obesidade. Indivíduos com  sobrepeso (IMC ≥ 25Kg/m²) ou obesos (IMC ≥ 30Kg/m²) acumulam mais gordura no abdome e por isso estão mais propensas a desenvolver a esteatose hepática. Assim como os pacientes com resistência à insulina, diabetes, colesterol alto e hipertensão participam também deste grupo de risco. Felizmente, é possível reverter a esteatose hepática, mas é preciso investir em mudança de estilo de vida, optando por uma dieta rica em frutas, fibras e legumes e pobre em gorduras e carboidratos. A prática de atividade física diária aeróbica de 20 a 40 minutos também auxilia neste tratamento. O uso de medicações específicas para este caso deve ser avaliado individualmente por um profissional habilitado." (Dr. Denise Rosso, Mestre em Nutrologia pela UFRJ. Endocrinologista pela UFF. Membro da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia). Professora do Curso de Pós-Graduação de Endocrinologia pelo IPEMED – Universidade Gama Filho. "Fellow" do Instituto de Diabetes do texas em San Antonio, Texas, EUA)

(Com modificações)

Esteatose Hepática

Você tem noção do perigo da esteatose hepática?
O acúmulo de gotículas de gordura dentro das células do fígado é a mais freqüente alteração do órgão, causando a esteatose.
A esteatose hepática ou a chamada “doença gordurosa do fígado” ou ainda degeneração gordurosa no fígado, também conhecida como esteato-hepatite, está presente em indivíduos obesos, com colesterol ou triglicérides elevados ou com diabetes. Por ser uma doença silenciosa, pode ser perigosa e até mesmo fatal. O acúmulo de gordura no fígado, mesmo sem ingestão alcoólica, pode causar cirrose e, em alguns casos, até mesmo câncer de fígado.
É a alteração no fígado mais freqüente em todo o mundo, ocorrendo em crianças e adultos. Nos EUA, onde a população engordou muito, é conhecida como fatty liver (fígado gorduroso), estando presente em 20% da população geral e em até 40% das pessoas a partir de 50 anos! É potencialmente reversível, se suas causas forem diagnosticadas e corrigidas. Por outro lado, se progredir e se associar a um pouco de inflamação, causa cirrose em 15 a 20% dos casos, ao longo dos anos. Causando cirrose, pode também causar câncer do fígado.
A possibilidade de esteatose torna-se ainda mais preocupante, no Brasil, pelo significativo aumento da taxa de crianças e jovens com excesso de peso nos últimos 28 anos, alcançando já 16,7% na faixa de 10 a 19 anos de idade. Isto corresponde a 5,9 milhões de jovens, segundo dados recentes do IBGE. Além disso, 43% dos brasileiros têm excesso de peso, 11% estão obesos, e quase 30% dos adultos são sedentários.
Nas pessoas com o “fígado gorduroso”, há um fenômeno chamado “resistência insulínica”, que desencadeia a infiltração de gotículas de gordura nas células do fígado e vários mecanismos imunológicos que levam à lesão das mesmas, como se elas fossem corpos estranhos ao organismo, provocando o surgimento de inflamação e cicatrizes. Daí pode advir a cirrose.
A esteatose hepática está, pois, frequentemente associada à “Síndrome metabólica”, cujos principais componentes são a obesidade central (em que a gordura se acumula predominantemente no abdome), o diabetes tipo 2, a dislipidemia (aumento do colesterol ou dos triglicérides) e a hipertensão arterial.
Os tratamentos indicados para este tipo de doença são a perda de peso a partir de uma dieta elaborada, os exercícios físicos regulares e moderados e se necessário, correção dos níveis da glicose (se há diabetes), colesterol e triglicérides com a ajuda de medicamentos. Vários outros medicamentos estão sendo pesquisados para o controle da “doença gordurosa do fígado”


Fonte:
Conheça o livro foi inspirado nesta matéria:

Livro Fígado Gorduroso, uma abordadem pedagógica.
Organizado por Marcos Vinhal, o livro conta com a participação de endocrinologistas, hepatologistas, nutricionistas e educadores físicos e tem como objetivo promover a discussão e sistematizar o conhecimento acerca da doença Estateose Hepática, de forma didática e infomativa.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Toxinas e Degeneração Gordurosa

Substancias toxicas podem levar a inflamação e degeneração gordurosa do fígado através de lesão nas mitocôndrias do fígado, levando à incapacidade de metabolizar adequadamente as gorduras no órgão e ainda levar à destruição de células e inflamação. Outras doenças como as doenças inflamatórias intestinais (doença de Crohn, retocolite ulcerativa) podem causar esteatose e inflamação pelo aumento de proteínas inflamatórias e produtos bacterianos que chegam ao fígado pela veia porta. 
Um exemplo de toxina que causa degeneração gordurosa é a Corynebacterium diphtheriae que multiplica-se localmente no nariz, amídalas, faringe e laringe e, menos freqüentemente, na pele, conjuntivas, vulva e ânus. Ela é a responsável pelo quadro clínico mais exuberante e grave. No local da infecção, os leucócitos, depósitos de fibrina, tecido necrótico, bacilos diftéricos e outras bactérias vão formar a pseudomembrana típica da difteria(A difteria é uma doença infecciosa aguda, imunoprevenível e de notificação compulsória, caracterizada pela presença de uma pseudomembrana localizada principalmente em árvore respiratória, que pode produzir sintomatologia sistêmica pela ação de uma exotoxina). Se a cepa for toxigênica, a toxina produzida no local da infecção cai na corrente sangüínea atingindo músculo cardíaco e tecido nervoso, principalmente. O mecanismo de ação da toxina no interior da célula pode causar a inibição da síntese protéica. A partir daí, pode-se imaginar os sérios distúrbios que são causados no metabolismo celular e suas conseqüências, gerando quadros clínicos tão mais graves quanto maior a absorção da toxina, no miocárdio,por exemplo, ocorre a degeneração gordurosa e miocardite, com distúrbios no sistema de condução. 


Fonte: http://www.hepcentro.com.br/esteatose.htm
 http://www.praticahospitalar.com.br/pratica%2035/paginas/materia%2018-35.html

Degeneração Gordurosa

Degenerações são alterações no sistema enzimático da célula,com o acúmulo de substâncias no interior desta causando diminuição de sua função, e ocorrem principalmente no rim, fígado,músculo e coração.
 degeneração gordurosa ou esteatose é a infiltração de gordura no interior do parênquima celular. Na degeneração gordurosa, o lipídio predominante é o triglicerídio. Tanto uma dieta rica em gordura ,excesso de gordura no fígado, quanto pobre em proteína , são as proteínas que carregam a gordura do fígado para os tecidos, podem gerar uma degeneração gordurosa. Algumas causas da Degeneração Gordurosa: Aumento da ingestão de gordura,baixa ingestão de proteína, ingestão de álcool, que diminui a oxidação de triglicerídeos.
 

Fibro edema gelóide

Quem não conhece a famosa celulite? Nós mulheres temos temor a elas nao é? Onde atingem mulheres independentemente de serem gordas, magras, altas ou baixas. Mas afinal, você sabe o que é celulite? Primeiramente,saiba que o termo CELULITE é apenas um temo popular,pois o verdadeiro nome dado é FIBRO EDEMA GELÓIDE, e celulite na realidade significa pus espalhado,difuso,em algum lugar.  Portanto,fibro edema gelóide é um depósito de gordura causado pela inflamação das células adiposas,ou seja celulas "gordas", por toxinas que o corpo não pode eliminar. Quando o processo de eliminação de toxinas é muito lento, o tecido conjuntivo sofre um processo de saturação e torna-se mais grosso e duro, formando as típicas covinhas da celulite,que é mais comum em mulheres. E é um exemplo de degeneração.
Existem dois tipos básicos: a sólida e a branda. A sólida é mais comum nas mulheres jovens em boa forma física e com músculos bem tonificados, em que o tecido celulítico parece aderido ao músculo. Ou seja, somente quando se comprime a pele é que dá para ver os “furinhos”. Já a branda geralmente aparece em mulheres sedentárias cujo tônus muscular é pobre. Nesses casos, a celulite torna-se aparente e pode ocupar grandes áreas do corpo, principalmente nas coxas, nádegas e abdome. Muitos fatores podem agravar-la, entre eles a alimentação desbalanceada, o uso de determinadas pílulas anticoncepcionais, lingeries muito apertadas, cigarro, estresse, vida sedentária, poluição do ar e baixo consumo de água. Também existem alguns alimentos e bebidas que contribuem para seu aparecimento: álcool, café, chá, carne de porco, gorduras de origem animal como bacon, manteiga e banha, cremes, frituras e chocolate.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Vitamina A x Câncer

Relatos de estudos epidemiológicos observacionais têm evidenciado que a ingestão de micronutrientes, tais como vitaminas e minerais, pode prevenir alguns tipos de câncer. Dentre os micronutrientes tem-se focalizado o uso da vitamina A e dos denominados antioxidantes, ou seja, os carotenóides, as vitaminas C e E, e em alguns casos, o selênio e o zinco. Os efeitos protetores das vitaminas observados têm sido atribuídos, em grande parte, ao conteúdo de vitaminas denominadas antioxidantes e de carotenóides dos alimentos. As vitaminas mais investigadas como substâncias quimiopreventivas são as vitaminas A incluindo os carotenóides e as vitaminas C e E. Sabe-se que, por um lado, as vitaminas C e E e os carotenóides funcionam como antioxidantes em sistemas biológicos. A atividade quimiopreventiva dos retinóides observada tanto em modelos experimentais de carcinogênese quanto em alguns tipos de cânceres em humanos, tem sido atribuída à ação do ácido retinóico sobre a expressão de genes envolvidos com a diferenciação e proliferação celulares. 



Os estudos na área de oncologia são dificultados pelo fato do câncer ser uma síndrome que envolve várias etapas, em geral alinhadas em três estágios definidos como iniciação, promoção e progressão (Pitot & Dragan,1996). Além disso, o processo de carcinogênese envolve múltiplos fatores determinantes, sendo complicada a tarefa de se isolar um único nutriente como fator causal (Doll,1996). 

Alimentos fonte de vitamina A:
Origem vegetal: óleos extraídos de palmáceos; frutas e hortaliças de cor amarelo-alaranjado e verde escuros.
Origem animal: produtos lácteos, óleos de fígado e de bacalhau.

Fonte: DUTRA Oliveira, Ciências Nutricionais.São Paulo, 1998. 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Micronutrientes - Sistema Imunológico

Você se considera uma pessoa forte? Forte no sentido de não pegar nenhuma doença? Se sim, pode considerar-se que possui um ótimo sistema imunológico! Se não, vamos cuidar melhor,principalmente, da sua almentação? Consequentemente melhorar seu sistema imunológico?Desde o momento que nascemos estamos expostos a bactérias, vírus, fungos e outras substâncias estranhas ao nosso organismo, estas podem então vir a agredi-lo. Contudo, para combater esses inimigos possuímos o tão famoso sistema imunológico que apresenta células específicas que estão sempre alertas e prontas para nos defender dessas substâncias. Esse sistema pode muitas vezes ficar debilitado,fraco, quando isso acontece nos tornamos suscetíveis à todos os agentes estranhos citados acima que tendem a provocar resfriados, gripes ou outras doenças mais sérias, como infecções generalizadas e até mesmo o câncer. Os fatores que podem fragilizar e assim gerar prejuízos para o sistema imunológico: estresse físico, ambientais (exemplo: poluição), emocionais (exemplo: depressão) e a alimentação desequilibrada, a qual está ligada diretamente aos demais fatores. 

As vitaminas estão entre os micronutrientes mais indicados para manter o sistema imunológico funcionando corretamente. A vitamina C, por exemplo, tem efeito direto sobre as bactérias e vírus, aumentando assim a resistência às infecções. Já a vitamina A, tem ação anti-inflamatória. A vitamina E, por sua vez, age em conjunto com as do tipo A e C e com o mineral selênio, retardando o envelhecimento. A ação protetora contra o câncer e a influência no controle de alguns tipos de diabetes tornam a vitamina B6 uma grande aliada do sistema imunológicoEntre os minerais, destacam-se o zinco, que atua na reparação dos tecidos e na cicatrização de ferimentos e o selênio, que tem ação similar à vitamina E, neutralizando a ação dos radicais livres e evitando o desencadeamento de algumas formas de câncer.
Veja agora alguns dos alimentos ricos em vitaminas e minerais que ajudam a aumentar a imunidade:
  • Frutas: cítricas (laranja, limão, abacaxi, acerola, kiwi), melão, pitanga, goiaba, caju, mamão, melão, manga, melancia, banana, caqui, damasco, cereja, abacate
  • Verduras: agrião, espinafre, couve, brócolis, rúcula
  • Legumes: tomate, cenoura, beterraba, pimentão amarelo, lentilha e chuchu
  • Cereais: arroz integral, semente de girassol, soja
  • Condimentos: açafrão, coentro, cravo-da-índia, gengibre, páprica, salsa, tomilho, louro, manjericão, manjerona, orégano, pimenta, gengibre, alecrim
  • Outras fontes: fígado, peixe, frango, gema de ovo, nozes, óleos vegetais de soja, arroz, algodão, milho e girassol.
Fonte: Krause - Alimentos, Nutrição e Dietoterapia 12ª Edição - Sylvia Escott-Stump (Com modificações)

terça-feira, 20 de março de 2012

Abaixo-assinado

Piso salarial do Nutricionista de R$4650,00

Corra atras da nossa valorização!

"A fixação do piso salarial por lei torna-se crucial para o bom desempenho de determinadas atividades na medida em que dará melhores condições de trabalho aos profissionais que, percebendo uma remuneração condizente com suas responsabilidades, poderão exercer o ofício em apenas um estabelecimento."

CLIQUE AQUI para assinar este abaixo-assinado.

Queda de cabelo ligada a má alimentação!

                                              Queda 
Uma alimentação rica em vitaminas, minerais e proteínas é essencial para o fortalecimento dos fios. Por isso, para obter os nutrientes necessários, procure seguir uma dieta equilibrada que contenha:
Zinco, presente em alimentos como carne vermelha, frango e peixe;
Aminoácidos lisina, cisteína e prolina, presentes em carnes;
Beta-caroteno, presente em vegetais alaranjados como cenoura e folhas de cor verde-escura;
Vitamina C, encontrados em: frutas cítricas (laranja, tangera, tangerina, limão) morangos e tomate;
Vitamina A, encontrados em: fígado, espinafre, cenoura, gema de ovo, leite gordo e derivados, melão e pêssego, em legumes amarelos-alaranjados (cenoura, abóbora,) e alguns verdes (espinafre, brócolos, couve, salsa), mamão, pêssego, ameixa e laranja;
Vitaminas do complexo B, encontrados em: carnes magras, peixes frutos do mar, leite, vegetais folhosos, legumes, grãos e nozes, cereais (arroz integral, aveia, trigo), ovos, semente de girassol, ervilhas, repolho e agrião.
Cobre, Ferro, Iodo , Selênio, encontrados em: ovos, leguminosas (feijões, ervilhas), carnes vermelhas e brancas, fígado, frutos do mar, gérmen de trigo, cereais integrais, peixes de água salgada, frutos secos, cacau e chocolate, nozes, dentre outros.

ferro é um dos componentes mais importantes para a saúde do cabelo. A reserva de ferro no organismo deve estar alta. Algumas pessoas não ingerem ou não absorvem bem o ferro. Mulheres com o período menstrual muito longo ou com grande volume perdem muito ferro e ficam anêmicas. A detecção da redução do ferro no sangue é feita através de exames laboratoriais, podendo esta ser corrigida pelo uso de comprimidos ou medicações que contenham ferro.

Micronutrientes - Minerais

Os sais minerais são elementos que desempenham diversas funções essenciais no organismo. Como as vitaminas tambem são micronutrientes. Como por exemplo: O zinco (Zn), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), molibdênio (Mo), boro (B) e cloro (Cl) são os elementos considerados micronutrientes essenciais. Outros elementos, como o sódio (Na), cobalto (Co), silício (Si) e níquel (Ni), são considerados benéficos.

Principais funções dos sais minerais:
Os minerais possuem um papel bastante importante em nosso organismo.
- Atuam como componentes importantes na formação e manutenção dos ossos do corpo humano (principalmente os fosfatos de cálcio);
- Através de sua ação que as reações enzimáticas são reguladas;
- Participam da composição de algumas moléculas orgânicas;
- Agem na manutenção do equilíbio osmótico;

Como o corpo não é capaz de produzir minerais, eles devem ser ingeridos através de uma alimentação que forneça quantidades adequadas destas substâncias. Caso haja excesso, este será eliminado através das fezes e da urina.

Abaixo segue uma lista com alguns minerais e onde eles podem ser encontrados.
Cálcio (Ca) - pode ser encontrado em leite e derivados, couve, espinafre e brócolis.
Fósforo (P) - é encontrado em carnes, ovos, cereais, etc.
Potássio (K) – mineral encontrado na banana, melão, batata, ervilha, tomate, frutas cítricas, etc.
Enxofre (S) – em carnes, peixes, ovos, feijão, repolho, brócolis, cebola, alho, germe de trigo, etc.
Sódio (Na) – é encontrado no sal de cozinha, algas marinhas, etc.
Magnésio (Mg) – encontrado em verduras, maçã, figo, nozes, etc.
Ferro (Fe) – encontrado em carnes em geral, figado , gema de ovo, aveia, feijão, aspargos, etc.
Cobre (Cu) – encontrado em fígado, trigo integral, ervilhas, amendoim, nozes, etc.
Zinco (Zn) – carnes em geral, ovos, peixes, germe de trigo, castanha do Pará, ervilha, etc.
Selênio (Se) – tomate, milho e outros cereais.
Cromo (Cr) – carnes, mariscos, cereais, etc.



Fonte: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia, L. Kathleen Maban, Sylvia Escott-Stump, Ed. Roca, 1998.
Tabela e Composição Química dos Alimentos, Guilherme Franco, Ed. Atheneu, 1999.




segunda-feira, 19 de março de 2012

Micronutrientes - Vitaminas



 As vitaminas são micronutrientes importantes para o nosso organismo, principalmente porque ajuda a evitar muitas doenças. Elas não são produzidas pelo organismo e, portanto, devem ser adquiridas através da ingestão de alimentos (frutas, verduras, legumes, carnes etc). A falta de vitaminas pode acarretar em diversas doenças. Elas podem ser de dois tipos: hidrossolúveis (solúveis em água e absorvidas pelo intestino) e lipossolúveis (solúveis em gorduras e absorvidas pelo intestino com a ajuda dos sais biliares produzidos pelo fígado). 

Conheça quais são,suas funções e fontes:

Vitaminas Lipossolúveis-

Vitamina A: atua sobre a pele, a retina dos olhos e as mucosas; aumenta a resistência aos agentes infecciosos.
Carência: problemas de pele; atraso no crescimento; perda de peso; perturbações na vista.
Fontes: manteiga, leite, gema de ovo, fígado, espinafre, chicória, tomate, mamão, batata, cará, abóbora.

Vitamina D: fixa o cálcio e o fósforo em dentes e ossos e é muito importante para crianças, gestantes e mães que amamentam.
Carência: raquitismo; cáries; descalcificação.
Fontes: óleo de fígado de peixes, leite, manteiga, gema de ovo, raio de sol.

Vitamina E: antioxidante; favorece o metabolismo muscular e auxilia a fertilidade.
Carência: Kwashiorkor (desnutrição grave com edema e despigmentação da pele e cabelo)
Fonte: germe de trigo, nozes, carnes, amendoim, óleo, gema de ovo.

Vitamina K: essencial para que o organismo produza protrombina, uma substância indispensável para a coagulação do sangue.
Carência: aumento no tempo de coagulação do sangue; hemorragia.
Fonte: fígado, verdura, ovo.

Vitaminas Hidrossolúveis-

B1 ou tiamina: auxilia no metabolismo dos carboidratos; favorece a absorção de oxigênio pelo cérebro; equilibra o sistema nervoso e assegura o crescimento normal.
Carência: perda de peso; nervosismo; fraqueza muscular; distúrbios cardiovasculares.
Fontes: carne de porco, cereais integrais, nozes, lentilha, soja, gema de ovos.

B2 ou riboflavina: conserva os tecidos, principalmente os do globo ocular.
Carência: dermatite seborréica; lesões nas mucosas, principalmente nos lábios e narinas; fotofobia.
Fontes: fígado, rim, lêvedo de cerveja, espinafre, berinjela.

B6 ou piridoxina: permite a assimilação das proteínas e das gorduras.
Carência: dermatite; inflamação da pele e das mucosas.
Fontes: carnes de boi e porco, fígado, cereais integrais, batata, banana.

B12 ou cobalamina: colabora na formação dos glóbulos vermelhos e na síntese do ácido nucléico.
Carência: anemia; irritabilidade; distúrbios gástricos; depressão nervosa.
Fontes: fígado e rim de boi, ostra, ovo, peixe, aveia.

C ou ácido ascórbico: conserva os vasos sanguíneos e os tecidos, ajuda na absorção do ferro; aumenta a resistência a infecções; favorece a cicatrização e o crescimento normal dos ossos.
Carência: Escorbuto; problemas nas gengivas e na pele.
Fontes: limão, laranja, abacaxi, mamão, goiaba, caju, alface, agrião, tomate, cenoura, pimentão, nabo, espinafre.

Ácido fólico: atua na formação dos glóbulos vermelhos.
Carência: anemia; alteração na medula óssea; distúrbios intestinais; lesões nas mucosas.
Fontes: carnes, fígado, leguminosas, vegetais de folhas escuras, banana, melão.

Niacina ou ácido nicotínico: possibilita o metabolismo das gorduras e carboidratos.
Carência: Pelagra (aumento no crescimento da língua).
Fontes: levedo, fígado, rim, coração, ovo, cereais integrais.

Ácido pantotênico: auxilia o metabolismo em geral.
Carência: fadiga; fraqueza muscular; perturbações nervosas; anorexia; diminuição da pressão sanguínea.
Fontes: fígado, rim, gema de ovo, carnes, brócolis, trigo integral, batata.

Ácido paraminobenzóico: estimula o crescimento dos cabelos.
Carência: Irritabilidade, falta de memória e apatia.
Fontes: carnes, fígado, leguminosas, vegetais de folhas escuras.