sexta-feira, 23 de março de 2012

Vitamina A x Câncer

Relatos de estudos epidemiológicos observacionais têm evidenciado que a ingestão de micronutrientes, tais como vitaminas e minerais, pode prevenir alguns tipos de câncer. Dentre os micronutrientes tem-se focalizado o uso da vitamina A e dos denominados antioxidantes, ou seja, os carotenóides, as vitaminas C e E, e em alguns casos, o selênio e o zinco. Os efeitos protetores das vitaminas observados têm sido atribuídos, em grande parte, ao conteúdo de vitaminas denominadas antioxidantes e de carotenóides dos alimentos. As vitaminas mais investigadas como substâncias quimiopreventivas são as vitaminas A incluindo os carotenóides e as vitaminas C e E. Sabe-se que, por um lado, as vitaminas C e E e os carotenóides funcionam como antioxidantes em sistemas biológicos. A atividade quimiopreventiva dos retinóides observada tanto em modelos experimentais de carcinogênese quanto em alguns tipos de cânceres em humanos, tem sido atribuída à ação do ácido retinóico sobre a expressão de genes envolvidos com a diferenciação e proliferação celulares. 



Os estudos na área de oncologia são dificultados pelo fato do câncer ser uma síndrome que envolve várias etapas, em geral alinhadas em três estágios definidos como iniciação, promoção e progressão (Pitot & Dragan,1996). Além disso, o processo de carcinogênese envolve múltiplos fatores determinantes, sendo complicada a tarefa de se isolar um único nutriente como fator causal (Doll,1996). 

Alimentos fonte de vitamina A:
Origem vegetal: óleos extraídos de palmáceos; frutas e hortaliças de cor amarelo-alaranjado e verde escuros.
Origem animal: produtos lácteos, óleos de fígado e de bacalhau.

Fonte: DUTRA Oliveira, Ciências Nutricionais.São Paulo, 1998. 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Micronutrientes - Sistema Imunológico

Você se considera uma pessoa forte? Forte no sentido de não pegar nenhuma doença? Se sim, pode considerar-se que possui um ótimo sistema imunológico! Se não, vamos cuidar melhor,principalmente, da sua almentação? Consequentemente melhorar seu sistema imunológico?Desde o momento que nascemos estamos expostos a bactérias, vírus, fungos e outras substâncias estranhas ao nosso organismo, estas podem então vir a agredi-lo. Contudo, para combater esses inimigos possuímos o tão famoso sistema imunológico que apresenta células específicas que estão sempre alertas e prontas para nos defender dessas substâncias. Esse sistema pode muitas vezes ficar debilitado,fraco, quando isso acontece nos tornamos suscetíveis à todos os agentes estranhos citados acima que tendem a provocar resfriados, gripes ou outras doenças mais sérias, como infecções generalizadas e até mesmo o câncer. Os fatores que podem fragilizar e assim gerar prejuízos para o sistema imunológico: estresse físico, ambientais (exemplo: poluição), emocionais (exemplo: depressão) e a alimentação desequilibrada, a qual está ligada diretamente aos demais fatores. 

As vitaminas estão entre os micronutrientes mais indicados para manter o sistema imunológico funcionando corretamente. A vitamina C, por exemplo, tem efeito direto sobre as bactérias e vírus, aumentando assim a resistência às infecções. Já a vitamina A, tem ação anti-inflamatória. A vitamina E, por sua vez, age em conjunto com as do tipo A e C e com o mineral selênio, retardando o envelhecimento. A ação protetora contra o câncer e a influência no controle de alguns tipos de diabetes tornam a vitamina B6 uma grande aliada do sistema imunológicoEntre os minerais, destacam-se o zinco, que atua na reparação dos tecidos e na cicatrização de ferimentos e o selênio, que tem ação similar à vitamina E, neutralizando a ação dos radicais livres e evitando o desencadeamento de algumas formas de câncer.
Veja agora alguns dos alimentos ricos em vitaminas e minerais que ajudam a aumentar a imunidade:
  • Frutas: cítricas (laranja, limão, abacaxi, acerola, kiwi), melão, pitanga, goiaba, caju, mamão, melão, manga, melancia, banana, caqui, damasco, cereja, abacate
  • Verduras: agrião, espinafre, couve, brócolis, rúcula
  • Legumes: tomate, cenoura, beterraba, pimentão amarelo, lentilha e chuchu
  • Cereais: arroz integral, semente de girassol, soja
  • Condimentos: açafrão, coentro, cravo-da-índia, gengibre, páprica, salsa, tomilho, louro, manjericão, manjerona, orégano, pimenta, gengibre, alecrim
  • Outras fontes: fígado, peixe, frango, gema de ovo, nozes, óleos vegetais de soja, arroz, algodão, milho e girassol.
Fonte: Krause - Alimentos, Nutrição e Dietoterapia 12ª Edição - Sylvia Escott-Stump (Com modificações)

terça-feira, 20 de março de 2012

Abaixo-assinado

Piso salarial do Nutricionista de R$4650,00

Corra atras da nossa valorização!

"A fixação do piso salarial por lei torna-se crucial para o bom desempenho de determinadas atividades na medida em que dará melhores condições de trabalho aos profissionais que, percebendo uma remuneração condizente com suas responsabilidades, poderão exercer o ofício em apenas um estabelecimento."

CLIQUE AQUI para assinar este abaixo-assinado.

Queda de cabelo ligada a má alimentação!

                                              Queda 
Uma alimentação rica em vitaminas, minerais e proteínas é essencial para o fortalecimento dos fios. Por isso, para obter os nutrientes necessários, procure seguir uma dieta equilibrada que contenha:
Zinco, presente em alimentos como carne vermelha, frango e peixe;
Aminoácidos lisina, cisteína e prolina, presentes em carnes;
Beta-caroteno, presente em vegetais alaranjados como cenoura e folhas de cor verde-escura;
Vitamina C, encontrados em: frutas cítricas (laranja, tangera, tangerina, limão) morangos e tomate;
Vitamina A, encontrados em: fígado, espinafre, cenoura, gema de ovo, leite gordo e derivados, melão e pêssego, em legumes amarelos-alaranjados (cenoura, abóbora,) e alguns verdes (espinafre, brócolos, couve, salsa), mamão, pêssego, ameixa e laranja;
Vitaminas do complexo B, encontrados em: carnes magras, peixes frutos do mar, leite, vegetais folhosos, legumes, grãos e nozes, cereais (arroz integral, aveia, trigo), ovos, semente de girassol, ervilhas, repolho e agrião.
Cobre, Ferro, Iodo , Selênio, encontrados em: ovos, leguminosas (feijões, ervilhas), carnes vermelhas e brancas, fígado, frutos do mar, gérmen de trigo, cereais integrais, peixes de água salgada, frutos secos, cacau e chocolate, nozes, dentre outros.

ferro é um dos componentes mais importantes para a saúde do cabelo. A reserva de ferro no organismo deve estar alta. Algumas pessoas não ingerem ou não absorvem bem o ferro. Mulheres com o período menstrual muito longo ou com grande volume perdem muito ferro e ficam anêmicas. A detecção da redução do ferro no sangue é feita através de exames laboratoriais, podendo esta ser corrigida pelo uso de comprimidos ou medicações que contenham ferro.

Micronutrientes - Minerais

Os sais minerais são elementos que desempenham diversas funções essenciais no organismo. Como as vitaminas tambem são micronutrientes. Como por exemplo: O zinco (Zn), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), molibdênio (Mo), boro (B) e cloro (Cl) são os elementos considerados micronutrientes essenciais. Outros elementos, como o sódio (Na), cobalto (Co), silício (Si) e níquel (Ni), são considerados benéficos.

Principais funções dos sais minerais:
Os minerais possuem um papel bastante importante em nosso organismo.
- Atuam como componentes importantes na formação e manutenção dos ossos do corpo humano (principalmente os fosfatos de cálcio);
- Através de sua ação que as reações enzimáticas são reguladas;
- Participam da composição de algumas moléculas orgânicas;
- Agem na manutenção do equilíbio osmótico;

Como o corpo não é capaz de produzir minerais, eles devem ser ingeridos através de uma alimentação que forneça quantidades adequadas destas substâncias. Caso haja excesso, este será eliminado através das fezes e da urina.

Abaixo segue uma lista com alguns minerais e onde eles podem ser encontrados.
Cálcio (Ca) - pode ser encontrado em leite e derivados, couve, espinafre e brócolis.
Fósforo (P) - é encontrado em carnes, ovos, cereais, etc.
Potássio (K) – mineral encontrado na banana, melão, batata, ervilha, tomate, frutas cítricas, etc.
Enxofre (S) – em carnes, peixes, ovos, feijão, repolho, brócolis, cebola, alho, germe de trigo, etc.
Sódio (Na) – é encontrado no sal de cozinha, algas marinhas, etc.
Magnésio (Mg) – encontrado em verduras, maçã, figo, nozes, etc.
Ferro (Fe) – encontrado em carnes em geral, figado , gema de ovo, aveia, feijão, aspargos, etc.
Cobre (Cu) – encontrado em fígado, trigo integral, ervilhas, amendoim, nozes, etc.
Zinco (Zn) – carnes em geral, ovos, peixes, germe de trigo, castanha do Pará, ervilha, etc.
Selênio (Se) – tomate, milho e outros cereais.
Cromo (Cr) – carnes, mariscos, cereais, etc.



Fonte: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia, L. Kathleen Maban, Sylvia Escott-Stump, Ed. Roca, 1998.
Tabela e Composição Química dos Alimentos, Guilherme Franco, Ed. Atheneu, 1999.




segunda-feira, 19 de março de 2012

Micronutrientes - Vitaminas



 As vitaminas são micronutrientes importantes para o nosso organismo, principalmente porque ajuda a evitar muitas doenças. Elas não são produzidas pelo organismo e, portanto, devem ser adquiridas através da ingestão de alimentos (frutas, verduras, legumes, carnes etc). A falta de vitaminas pode acarretar em diversas doenças. Elas podem ser de dois tipos: hidrossolúveis (solúveis em água e absorvidas pelo intestino) e lipossolúveis (solúveis em gorduras e absorvidas pelo intestino com a ajuda dos sais biliares produzidos pelo fígado). 

Conheça quais são,suas funções e fontes:

Vitaminas Lipossolúveis-

Vitamina A: atua sobre a pele, a retina dos olhos e as mucosas; aumenta a resistência aos agentes infecciosos.
Carência: problemas de pele; atraso no crescimento; perda de peso; perturbações na vista.
Fontes: manteiga, leite, gema de ovo, fígado, espinafre, chicória, tomate, mamão, batata, cará, abóbora.

Vitamina D: fixa o cálcio e o fósforo em dentes e ossos e é muito importante para crianças, gestantes e mães que amamentam.
Carência: raquitismo; cáries; descalcificação.
Fontes: óleo de fígado de peixes, leite, manteiga, gema de ovo, raio de sol.

Vitamina E: antioxidante; favorece o metabolismo muscular e auxilia a fertilidade.
Carência: Kwashiorkor (desnutrição grave com edema e despigmentação da pele e cabelo)
Fonte: germe de trigo, nozes, carnes, amendoim, óleo, gema de ovo.

Vitamina K: essencial para que o organismo produza protrombina, uma substância indispensável para a coagulação do sangue.
Carência: aumento no tempo de coagulação do sangue; hemorragia.
Fonte: fígado, verdura, ovo.

Vitaminas Hidrossolúveis-

B1 ou tiamina: auxilia no metabolismo dos carboidratos; favorece a absorção de oxigênio pelo cérebro; equilibra o sistema nervoso e assegura o crescimento normal.
Carência: perda de peso; nervosismo; fraqueza muscular; distúrbios cardiovasculares.
Fontes: carne de porco, cereais integrais, nozes, lentilha, soja, gema de ovos.

B2 ou riboflavina: conserva os tecidos, principalmente os do globo ocular.
Carência: dermatite seborréica; lesões nas mucosas, principalmente nos lábios e narinas; fotofobia.
Fontes: fígado, rim, lêvedo de cerveja, espinafre, berinjela.

B6 ou piridoxina: permite a assimilação das proteínas e das gorduras.
Carência: dermatite; inflamação da pele e das mucosas.
Fontes: carnes de boi e porco, fígado, cereais integrais, batata, banana.

B12 ou cobalamina: colabora na formação dos glóbulos vermelhos e na síntese do ácido nucléico.
Carência: anemia; irritabilidade; distúrbios gástricos; depressão nervosa.
Fontes: fígado e rim de boi, ostra, ovo, peixe, aveia.

C ou ácido ascórbico: conserva os vasos sanguíneos e os tecidos, ajuda na absorção do ferro; aumenta a resistência a infecções; favorece a cicatrização e o crescimento normal dos ossos.
Carência: Escorbuto; problemas nas gengivas e na pele.
Fontes: limão, laranja, abacaxi, mamão, goiaba, caju, alface, agrião, tomate, cenoura, pimentão, nabo, espinafre.

Ácido fólico: atua na formação dos glóbulos vermelhos.
Carência: anemia; alteração na medula óssea; distúrbios intestinais; lesões nas mucosas.
Fontes: carnes, fígado, leguminosas, vegetais de folhas escuras, banana, melão.

Niacina ou ácido nicotínico: possibilita o metabolismo das gorduras e carboidratos.
Carência: Pelagra (aumento no crescimento da língua).
Fontes: levedo, fígado, rim, coração, ovo, cereais integrais.

Ácido pantotênico: auxilia o metabolismo em geral.
Carência: fadiga; fraqueza muscular; perturbações nervosas; anorexia; diminuição da pressão sanguínea.
Fontes: fígado, rim, gema de ovo, carnes, brócolis, trigo integral, batata.

Ácido paraminobenzóico: estimula o crescimento dos cabelos.
Carência: Irritabilidade, falta de memória e apatia.
Fontes: carnes, fígado, leguminosas, vegetais de folhas escuras. 



sexta-feira, 9 de março de 2012

Curiosidade sobre as Celulas

A BOMBA DE SÓDIO E POTASSIO é um mecanismo que se localiza na membrana plasmática de quase todas as células do corpo humano. É também comum em todo o mundo vivo. Para manter o potencial eléctrico da célula, esta precisa de uma baixa concentração de ions de sódio e de uma elevada concentração de ions de potássio, dentro da célula. Este transporte é realizado contra os gradientes de concentração destes dois ions, o que ocorre graças à energia liberada com a clivagem de ATP (transporte ativo).

Para manter as concentrações ideais dos dois ions, a bomba de sódio potássio realiza um transporte em que ocorre entrada de sódio na célula e a saída de potássio. A bomba, por sua vez bombeia ativamente o sódio para fora, enquanto o potássio é bombeado ativamente para dentro. È bom saber também, que este bombeamento não ocorre de forma igual, ou seja, para cada três íons de sódio bombeados para fora da célula (meio extracelular), apenas dois íons potássio são bombeados para o interior da célula (meio extracelular).


Analisando a figura temos, bolinhas vermelhas representando o Na(Sódio) e bolinhas azul representando o K(Potássio):






ATP, é um nucleotídeo responsável pelo armazenamento de energia em suas ligações químicas. O ATP armazena energia proveniente da respiração celular e da fotossíntese, para consumo imediato. A molécula atua como uma moeda celular, ou seja, é uma forma conveniente da transformação da energia. Esta energia pode ser utilizada em diversos processos biológicos, tais como otransporte ativo de moléculas, síntese e secreção de substâncias, locomoção e divisão celular, entre outros. Não pode ser estocada, seu uso é imediato, energia pode ser estocada na forma de carboidratos e lipídiosAs principais formas de produção do ATP são a fosforilação oxidativa e a fotofosforilação. 
O interessante é que são as mitocôndrias geram ÁCIDO PIRUVICO + OXIGÊNIO + ÁGUA = 32 A 34 ATP e enviam para as celulas.



Uma curiosidade sobre as mitocôndrias é que só a mãe passa mitocôntrias para o filho,e não o pai. E em uma célula possui 20º/o de mitocôndrias,ou seja em média 20.000 a 30.000.


Outra curiosidade, é que as células não gostam de cálcio, e precisam deles. O cálcio se torna toxico para a célula, portanto ela o controla e o mantém dentro do reticulo endoplasmático.





quinta-feira, 8 de março de 2012

Nossas aulas -1

Exemplo de tipo de morte celular:


Necrose: É a morte da célula ou parte de um tecido que compõe o organismo vivo. É a manifestação final de uma célula que sofreu uma lesão irreversível, em outras palavras é quando param as funções orgânicas e os processos reversíveis do metabolismo. No entanto, é válido lembrar que a morte da célula ocorre de modo natural, pois isso é imprescindível para a manutenção do equilíbrio tecidual. Esse mecanismo recebe o nome de apoptose, ou morte programada,como já vimos.



A necrose culmina com o desaparecimento total do núcleo, sendo esse fato resultante da morte da célula. O fenômeno é precedido de alterações nucleares graves denominadas picnose, cariorrexe, cariólise ou cromatose.

Picnose (do grego picnos = espessamento): o núcleo reduz-se, tornando-se mais arredondado do que o normal, e cora-se mais intensamente pela hematoxilina em virtude da maior acidez em sua massa; torna-se homogêneo, pois a cromatina se transforma em massa única; o núcleo geralmente desaparece.

Cariorrexe: a cromatina distribui-se irregularmente, podendo acumular-se em grumos na membrana nuclear; há perda dos limites nucleares.

Cariólise: este é o final do processo. Desaparecem, respectivamente, o núcleo e a cromatina.

O processo necrótico pode sofrer total cicatrização, devido à proliferação de conjuntivo-vascular. Os grandes processos necróticos podem ser encapsulados ou sequestrados por tecido conjuntivo, que permanece na periferia do tecido morto, sem penetrar em seu cerne. O material necrótico pode, na pele ou em órgãos ocos, ser eliminado deixando cavidades, são as denominadas úlceras. Além da cicatrização, a necrose pode ainda evoluir para uma calcificação distrófica ou até mesmo regeneração.


(Fonte: Patologia Geral dos Animais Domésticos (Mamíferos e Aves) – Jeferson Andrade dos Santos. 1° edição.)


       Principais tipos de Necrose:

Necrose  coagulativa: permanência das células necróticas no tecido como restos ‘fantasmas’. São removidos lentamente por fagocitose a partir da periferia da área necrótica. 
Necrose  liqüefativa: as células necróticas são removidas rapidamente por fagocitose em toda a área necrótica. 
Cada tipo é mais observado em certos tecidos que em outros, e depende de circunstâncias. 

Exemplos:

1) INFARTOS.  A maioria dos INFARTOS  (necroses por falta de irrigação de um tecido, ou seja, por  isquemia),  são do tipo coagulativo.  Exemplos: infarto do miocárdio, do rim, do baço.  Uma notável exceção é o cérebro, onde as necroses, inclusive os infartos, são quase sempre liqüefativas.
Num infarto com necrose coagulativa ocorre geralmente  parada completa da circulação sangüínea nos capilares da área necrótica. Com isto não chegam neutrófilos nem macrófagos, que são células fagocitárias essenciais para a rápida ‘limpeza’ dos restos necróticos. As células mortas permanecem por longo tempo onde estavam. 
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Ocorrem as alterações nucleares (picnose, seguida de cariólise; cariorrexe é mais rara) e eventualmente o núcleo desaparece totalmente. O citoplasma passa a eosinófilo. Este conjunto de alterações constitui a necrofanerose (ou manifestação morfológica da necrose). O tempo decorrido até este ponto é geralmente de poucos dias (tipicamente 4 dias a 1 semana). 
O material necrótico é removido lentamente a partir da periferia porque lá existe circulação capilar íntegra, de onde provêm células fagocitárias. A remoção do material necrótico por fagócitos é chamada heterólise
Macroscopicamente, a área de necrose coagulativa é firme e pálida (por ausência de circulação), bem delimitada do tecido normal.  Quando a causa é isquêmica (infarto), é característica a forma em cunha, com o ângulo voltado para o centro do órgão, isto é, para o vaso ocluído.

2) Tumores de crescimento muito rápido, superando a capacidade de suprimento pelos vasos do próprio tumor.


3) Lesões intensas por agentes físicos  (ex, queimaduras graves), ou químicos (ácidos e bases fortes). 

4) Necrose caseosa.   É um tipo especial de necrose coagulativa que se instala no meio da  reação inflamatória provocada por certas doenças, principalmente a tuberculose. A área necrótica fica com aspecto macroscópico de queijo fresco (lembra mais queijo mineiro, ou ricota).   Microscopicamente, o aspecto é róseo, finamente granuloso. É freqüente a calcificação (abaixo). 

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Exemplos de necrose liqüefativa:

1) INFARTOS.  O melhor exemplo de uma necrose liqüefativa é um  infarto cerebral. 
No infarto cerebral, ao contrário do do miocárdio, por exemplo, não costuma haver parada completa, e sim uma redução acentuada da circulação, suficiente para matar os neurônios, mas que não impede a chegada de células sanguíneas ao local da lesão. 
Há rápido aparecimento de células fagocitárias (ou seja, macrófagos, neste caso também chamados de  células grânulo-adiposas).  Os macrófagos são em parte provenientes da micróglia, (e, portanto, já residentes no tecido); e em parte provêm de monócitos do sangue.  Removem em poucos dias o material necrótico. Isto se traduz macroscopicamente pelo amolecimento do tecido necrótico, que ficatransformado em papa, daí o nome necrose liqüefativa. Outros órgãos onde a necrose é geralmente liqüefativa são os pulmões e intestinos.
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A necrose liquefativa é própria de tecidos ricos em lípides, como o cérebro e a supra-renal, mas não é bem claro o quanto isto contribui para a liquefação rápida da necrose. 

2)  ABSCESSOS.  Abscessos são áreas de infecção bacteriana purulenta  que produzem uma nova cavidade no tecido. Esta nova cavidade resulta de uma necrose liqüefativa, por ação das enzimas proteolíticas das próprias bactérias, e dos neutrófilos atraídos para combatê-las. 
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quarta-feira, 7 de março de 2012

Nossas aulas

Bom, nossas aulas de Patologia são bem interessantes. Confesso que ás vezes cansativas, mas com exemplos de cada assunto e demonstrações se tornam descontraídas.
 Para melhor compreensão das aulas irei dividi-las por post, portanto começamos a aprender sobre morte celular:
O primeiro termo a entendermos é Homeostase , que é um termo abrangente, processo através do qual um organismo mantém as condições internas constantes necessárias para a vida. Aplica-se ao conjunto de processos que previnem flutuações na fisiologia de um organismo, e denomina também a regulação de variações nos diversos ecossistemas, ou do universo como um todo.
-Lesão celular, cuja é qualquer situação que altere a função celular tornando-a inadequada, existindo a lesão reversível: o estimulo acaba mas depois consegue voltar ao normal, por exemplo o acontecimento do metabolismo dos alimentos no fígado quando comemos muitas bobagens, o fígado fica ruim mas depois volta ao normal. E a lesão irreversível: quando o estimulo não consegue voltar ao normal, por exemplo uma doença em um estado avançado. Bem, a morte celular, ou apoptose, é um processo essencial para a manutenção do desenvolvimento dos seres vivos, sendo importante para eliminar células supérfluas ou defeituosas. Durante a apoptose, a célula sofre alterações morfológicas características desse tipo de morte celular. Tais alterações incluem a retração da célula, perda de aderência com a matriz extracelular e células vizinhas, condensação da cromatina, fragmentação internucleossômica do DNA e formação dos corpos apoptóticos. Muitas são as moléculas envolvidas no controle das vias de ativação da apoptose, dentre estas, as proteínas antiapoptóticas e pró-apoptóticas, além das caspases. Esse fenômeno biológico, além de desempenhar um papel importante no controle de diversos processos vitais, está associado a inúmeras doenças, como o câncer. A compreensão dos mecanismos apoptóticos permitiu o desenvolvimento de novas estratégias no tratamento do câncer. Tais estratégias são embasadas na indução da morte nas células tumorais e em uma maior resposta aos tratamentos com radiação e agentes citotóxicos.
                   A figura abaixo representa melhor:

terça-feira, 6 de março de 2012

O que é Patologia? E Nutrição?

Patologia (derivado do grego pathos, sofrimento, doença, e logia, ciência, estudo) é o estudo das doenças em geral sob aspectos determinados, tanto na medicina quanto em outras áreas do conhecimento como matemática e engenharias, onde é conhecida como "Patologia das Edificações" e estuda as manifestações patológicas que podem vir a ocorrer em uma construção. Ela envolve tanto a ciência básica quanto a prática clínica, e é devotada ao estudo das alterações estruturais e funcionais das células, dos tecidos e dos órgãos que estão ou podem estar sujeitos a doenças.




A nutrição é a ciência que estuda a composição dos alimentos e as necessidades nutricionais do indivíduo, em diferentes estados de saúde e doenças. Alimentar-se é o ato voluntário de fornecer alimentos ao organismo. A nutrição se inicia depois que os alimentos entram no organismo e são transformados em nutrientes. Bem como o Nutricionista, é um profissional da área de saúde, com formação generalista, humanística e crítica, capacitado a atuar visando a segurança alimentar e a atenção dietética, em todas as áreas do conhecimento em que a alimentação e nutrição se apresentam fundamentais para a promoção, manutenção e recuperação da saúde e para a prevenção de doenças de indivíduos ou grupos populacionais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida, pautado em princípios éticos, com reflexão sobre a realidade econômica, política, social e cultural.